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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Na ponta dos dedos!

"A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável."

Mahatma Gandhi

Foto: Luis Germano | Direção e produção: Fer Vasconcelos

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A força do belo

A beleza do ásana se expressa em alegria de viver, sentimento de unidade, 
liberdade na mente e no coração, arte, melodia, ritmo e silêncio. 
Um verdadeiro encontro consigo mesmo e 
um entendimento de todo o universo.

Marina Engler

Direção e produção: Fer Vasconcelos
Modelo: Marina Engler



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Convênio com o Ballet Vitória Régia

Queridos alunos e alunas,

Eu e a escola Ballet Vitória Régia fizemos uma parceria para beneficiar tanto os praticantes de Yôga quanto os de dança, com um desconto de 10% para nossos alunos.

Professora de Dança Tribal e Dança do Ventre, Jade Suhaila


Aproveite e expanda sua expressão e consciência corporal complementando suas práticas com algo mais.


Eu, executando o Tarkshya mudrá

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Yôga e a Dança


“Só posso crer num deus que saiba dançar” 
Nietzsche

Tirando toda a questão técnica dos mudrás (gestos feitos com as mãos), dos mantras (vocalização de sons e ultra-sons), dos pránáyámas (respiratórios), ásanas (técnicas corporais de força, flexibilidade, equilíbrio), Kriyá (atividade de purificação das mucosas), yôganidrá (descontração), samyama (concentração, meditação e hiperconsciência), o que o Yôga tem de tão sinônimo assim com a dança?
Vamos abordar aqui a questão mitológica, histórica e humana. Até porque, para quem acompanha o blog, já pôde perceber que a prática do Yôga complementa qualquer outra prática pela maestria em proporcionar consciência corporal e desenvolvimento pessoal em acelerado processo evolutivo.

Eu, executando o êkahasta êkapáda dhanurásana
Foto de Fer Vasconcelos



A conexão entre a Dança e o Yôga

“Certa vez um famoso bailarino improvisou alguns movimentos instintivos, porém, extremamente sofisticados graças ao seu virtuosismo e, por isso mesmo, lindíssimos. Essa linguagem corporal não era propriamente um ballet, mas inegavelmente, havia sido inspirada na dança.
A arrebatadora beleza da técnica emocionava a quantos assistiam à sua expressividade e as pessoas pediam que o bailarino lhe ensinasse sua arte. Ele assim o fez. No início, o método não tinha nome. Era algo espontâneo que vinha de dentro, e só encontrava eco no coração daqueles que também haviam nascido com o galardão de uma sensibilidade mais apurada...
... Em algum momento na História essa arte ganhou o nome de integridade, integração, união: em sânscrito, Yôga! Seu fundador ingressou na mitologia com o nome de Shiva e com o título de Natarája, Rei dos Bailarinos.” (DeRose, Tratado de Yôga, p.33)


Rachel Brice, estuda Yôga e Dança do Ventre

Shiva Natarája, o Bailarino Real

Leia mais sobre a dança de Shiva - o criador mitológico do Yôga, o primeiro yôgi e Mestre de todos os demais - no post: Decifremos a dança de Shiva.

Shiva Natarája, o bailarino real


O deus da dança e do teatro

“Segundo a cosmologia hindu, o universo não tem substância. A matéria, a vida e o pensamento são apenas relações energéticas, ritmo, movimento e atração mútua. Podemos então conceber o universo o princípio, que dá origem aos mundos, às diversas formas de ser, como um princípio harmônico e rítmico, simbolizado pelo ritmo dos tambores, pelos movimentos da dança de Shiva, na qualidade de princípio criador, não profere o mundo, dança-o. “Quaisquer que tenham sido as origens da dança de Shiva, ela tornou-se com o tempo a imagem mais clara da atividade de Deus, que nenhuma arte ou religião pode vangloriar-se de ter inventado.” (Ananda Coomaraswany, The Dance of Shiva, p. 67)
Segundo o escritor grego Luciano (século II d.C): “Parece que a dança surgiu no começo de todas as coisas e manifestou-se ao mesmo tempo que Eros, o antigo, pois vemos essa primeira dança aparecer claramente no bailado das constelações e nos movimentos imbricados dos planetas e das estrelas e suas relações numa harmonia ordenada.”
Shiva, como manifestação da energia rítmica primordial, é o “senhor da dança” (Nata-rája). O universo cósmico é seu teatro. É o dançarino itifálico princípio de toda a vida. O que liga o Criados à criação, o ser divino ao mundo aparente, pode ser exprimido em termos de ritmo, movimento, de dança. O Criador dança o mundo, e, por analogia, a dança dos homens pode ser encarada como um rito, como um dos meios pelos quais iremos poder remontar à origem das coisas, aproximarmo-nos do divino, unirmo-nos a ele.
Todas as formas de danças e de espetáculos de teatro estão sob a égide de Dioniso, que é invocado no início de cada espetáculo. Shiva é do mesmo modo invocado antes de toda dança ou espetáculo...” (Alain Daniélou, Shiva e Dioniso, p. 177)

Eu, executando o úrdhwa natarájásana
Foto de Fer Vasconcelos

Enquanto isso na física quântica...

… Até Fritjof Capra, no seu conhecido livro O Tao da Física, também enaltece a dança em sua física quântica que na essência é Yôga também.
"As idéias de ritmo e de dança vem-nos naturalmente há memória quando procuramos imaginar o fluxo de energia que percorre os padrões que constituem o mundo das partículas. A física moderna mostrou-nos que o movimento e o ritmo são propriedades essenciais da matéria e que toda matéria, quer aqui na terra, quer no espaço sideral, está envolvida numa contínua dança cósmica. Os místicos orientais tem uma visão dinâmica do universo, semelhante a da física moderna; consequentemente, não é de surpreender que também eles tenham usado a imagem da dança para comunicar a intuição que tinham da natureza."


Concluímos que tanto quanto o Yôga, a Dança é uma das artes mais antigas da humanidade e ambas continuam sendo grandiosas na atualidade. Tais artes desabrocham no ser humano como uma expressão de autoconhecimento e integração. Integração esta do homem consigo mesmo, do homem com o universo que o rodeia, do micro com o macrocosmos. Possuem suas mitologias e simbolismos particulares, porém, é muito provável que suas origens tenham sido as mesmas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ásana - Regras Gerais

Uma das principais características do SwáSthya Yôga são as regras gerais de execução, justamente por constituírem o alicerce da auto-suficiência (swáSthya).
Com as regras gerais, o praticante saberá executar praticamente todos os ásanas, e poderá seguir aperfeiçoando-se indefinidamente.
As regras atualmente codificadas são:
1. Respiração: movimentos feitos para cima são feitos com inspiração e para baixo com expiração.
2. Permanência: permanência máxima, dentro do bom-senso e do bem-estar, porém sempre se superando.
3. Repetição: repetição mínima (uma vez). A repetição existe, mas é exceção. A regra é não repetir.
4. Localização da consciência: localize sua consciência na região mais solicitada pelo ásana. Quando você localiza sua consciência numa região do seu corpo, direciona para lá um jorro de energia vital. Essa energia é denominada prána. Ela eleva a temperatura na região na qual você concentra sua atenção, estimula hiperemia, um maior afluxo de sangue e, com isso, contribui notavelmente para a regeneração de tecidos, a vitalização de órgãos e músculos, a eliminação de potenciais enfermidades, estimula chakras e aumenta a flexibilidade. Não é preciso mentalizar nada. Apenas localizar a consciência na região.
5. Mentalização: visualiza imagens claras e ricas de detalhes daquilo que você quer ver realizado. Aplique a cromoenergética: cor azul celeste é sedativa. Cor alaranjada é estimulante. O verde claro associa-se aos arquétipos primitivos da floresta e induz à saúde generalizada. Dourado contribui para o desenvolvimento interior. Violeta auxilia a queimar etapas e superar karmas.
6. Ângulo didático: demonstrar o ásana requer estética e didática. O ásana deve ser demonstrado de forma que o observador possa perceber o máximo de detalhes.
7. Compensação: tudo que for feito para um lado deve ser feito para o outro. Sempre que fizer um ásana de retroflexão, compense com um de anteflexão e vice-versa; sempre que fizer uma flexão para a esquerda, compense cm uma para a direita, e vice-versa; idem para as torções; e assim sucessivamente;
8. Segurança: esforce-se sem forçar. Qualquer desconforto, dor, aceleração cardíaca ou transpiração em excesso são avisos do nosso organismo para que sejamos mais moderados. Estes ásanas não devem cansar e sim recarregar nossas baterias.

 Tratado de Yôga, DeRose.

Vrishkásana no Jardim Botânico RJ


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