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segunda-feira, 24 de maio de 2010

BELEZA



Poesia escrita por DeRose

A beleza está nas pétalas da flor,
Está no hálito morno das areias,
Está no pássaro que voa e canta,
Está no vento que fala comigo
Na meditação do entardecer.

A beleza está na rocha viva,
Está nas sílfides do incenso que aspiro,
Está no olhar terno e suplicante do cãozinho
que me entende mais do que eu a ele.

Se a beleza habita em tudo quanto existe,
Por que não há de habitar também
Na proposta da nossa sublime união?

Retirado do livro Tratado de Yôga
Por Marina Engler

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Bauruenses levam performance à festival em São Paulo


O Núcleo UHUU está na programação do Festival Fora do Eixo

O Núcleo UHUU de Pesquisa da Performance: Multimídia e Interartes da UNESP/Bauru apresenta, no próximo sábado (10/04) às 16h, a performance “ESTADO DE GUERRA” no Instituto Cultural Oswald Andrade em São Paulo.
A apresentação faz parte da programação do Festival Fora do Eixo, que acontece de 06 à 11 de abril. O Núcleo UHUU será o único grupo de performance a participar do evento.
O UHUU surgiu em 2006 quando alunos da UNESP uniram-se no intuito e na necessidade de criar e fazer arte. O Núcleo é composto pelos pesquisadores e performers: David Calleja, Emiliano Favacho, Felipe Matos Ohno, Fernanda Vasconcelos, Juliana Brandt, Marília Marton e Thaís Luquesi. A coordenação é da Profª Drª Rosa Araújo Simões.
A Performance Art é um movimento que ganhou destaque na década de 70 na Europa e vem sendo desenvolvida no mundo todo. Ela engloba diversas linguagens artísticas e tem o corpo e seus prolongamentos como principais instrumentos de trabalho.
A ação denominada “ESTADO DE GUERRA” é resultado de um trabalho de investigação pessoal. A temática foi desenvolvida a partir da exposição dos conflitos internos e externos dos integrantes do UHUU.
“Na guerra, os combatentes devem estar sempre alerta. A qualquer momento pode-se levar um tiro na cara ou fazer o ataque mortal. No caos não há moralidade, não há culpa e nem um sistema de justiça”, lembra o performer Felipe Matos Ohno.
Este é o sentimento e o estado de alerta que alimentará esta performance. A interação é um elemento essencial e será a responsável pela condução do trabalho. Cada ação resulta em uma reação. Passiva, ativa, pacífica ou vingativa.

Para mais informações: performanceuhuu.blogspot.com
Thaís Luquesi
Fernanda Vasconcelos
(14) 3208 2575
(11) 8691 8034

Obs.: Eu também participo neste projeto. Emprestei minha voz para o texto de fundo que passará durante a apresentação. Assim que tiver o vídeo da performance, divulgarei aqui. Aguarde!


domingo, 4 de abril de 2010

Shiva Natarája - decifrando a dança de Shiva


Na Índia, uma das variações mais conhecidas da dança de Shiva é a Nadanta, representada na figura acima. Para facilitar sua decifração, as “chaves” principais foram sumariamente escritas na escultura.

O tambor na mão direita confirma sua origem pré-ariana: os dravidianos são formidáveis com o tambor. Simbolicamente, o tambor, o damaru, é o som primordial. O Unmai Villakam, versículo 36, diz: “A criação vem do tambor...”. Será isso uma surpreendente intuição do big-bang da física moderna? A concordância é, pelo menos, perturbadora.

Com a mão direita, erguida em abhaya mudrá, Shiva diz: “Eu protejo”.

O fogo, que transforma e destrói, surge na mão que toca o aro em chamas. Afronta para os brâmanes, Shiva reúne em si três funções cósmicas: criação, proteção, dissolução. Para eles, Brahma cria, Vishnu protege e deixaram para Shiva o poder inglório de destruir!

Enfim, a mão que aponta para o pé esquerdo erguido libera aquele que penetra o mito, revelando-lhe a essência do cosmo.

O pé direito esmaga um anão maléfico, o demônio Muyalaka (Avidya), ou seja, o demônio da ignorância. O conjunto repousa num pedestal em forma de lótus.

Sua cabeleira reúne muitos símbolos. Joias ornamentam seus cabelos trançados, cujas mechas inferiores dão voltas, indicando a impetuosidade de sua dança, que mantém o universo. Outra fantástica intuição: no grão de areia, para mim insignificante e imóvel, os elétrons giram em torno de si mesmos (o spin), “valsando” ao redor do núcleo dos átomos a milhões de quilômetros por segundo. Se, no cosmo, de repente, todos os elétrons, assim como a energia cósmica parassem, o universo cairia de imediato no “nada dinâmico” (akásha) de onde proveio!

Uma serpente se enrosca em seus cabelos, sem lhe fazer mal.

O crânio é de Brahma! A ninfa diz que o Ganges brota de sua cabeça. Enfim, o crescente lunar. Sua cabeça é coroada com uma guirlanda de Cassia, planta sagrada. Em sua orelha direita, um brinco de homem, na esquerda, um de mulher, indicando que ele reúne em si os dois sexos.

Suas joias acentuam sua divindade: usa ricos colares no pescoço, seu cinto é coberto de joias preciosas, braceletes ornam seus pulsos, seus tornozelos, seus braços e leva anéis nos dedos e nos artelhos! Veste um calção de pele de tigre e uma faixa. Para afrontar os brâmanes, ele também usa o cordão sagrado.

Todo o conjunto transmite uma impressão de impetuosidade graciosa, leve e fácil: Shiva-Lila é um “jogo”! Apesar de sua dança desenfreada, o rosto de Shiva continua sereno. Na fronte, abre-se o terceiro olho, da intuição, que atravessa as aparências e transcende o sensorial.

Para quem sabe ver, principalmente, perceber a dança de Shiva, numa concisão comovente, revela o Supremo. Assim, Shiva é Natarája, o rei da Dança.


Texto retirado do livro Tantra: o culto da feminilidade, de André Van Lysebeth.

Coreografias do nosso Método, SwáSthya Yôga


Um dos nomes atribuidos ao criador mitológico do Yôga é Shiva. E um de seus aspectos é o de Shiva Natarája, o Rei dos bailarinos. Leia o post A arte do Yôga, onde escrevo sobre suas origens mitológicas.

Esse conceito arcaico de sequências encadeadas sem repetição, remonta ao Yôga primitivo, pré-clássico, do tempo em que o Homem não tinha religiões institucionalizadas e adorava a natureza e principalmente o Sol. O último rudimento dessa maneira primitiva de execução coreográfica é a mais ancestral prática do Yôga: o súrya namaskara, mais conhecido por Saudação ao Sol.

Acesse meu videoblog para assistir as melhores coreografias do nosso Método, o SwáSthya Yôga.

Por Marina Engler

quinta-feira, 18 de março de 2010

Expressão corporal - Coreografias no Yôga


Foto tirada por Marina Engler para o YôgaPress

A coreografia é uma das principais características do SwáSthya Yôga é o resgate do conceito arcaico de sequências encadeadas sem repetição.

Consiste em execuções mais naturais e autênticas da origem do Yôga, identificando-se a Shiva Natarája, criador mitológico do Yôga e representado como o Rei dos bailarinos.

Esse conceito remonta ao Yôga antigo, do tempo em que o Homem adorava o Sol. O último rudimento dessa primitiva forma de execução é o Súrya Namakara, a famosa Saudação ao Sol.

Portanto, uma aula de SwáSthya, deve conter o ensinamento dessa arte de se expressar com o corpo de forma consciente o tempo todo e não somente na execução do ásana propriamente dito. Os movimentos de ligação entre eles têm tanta importância quanto à própria posição.

Nisso está a arte, a beleza, a força e a estética da prática do Yôga, que coloca a consciência como uma unidade.

Acesse meu vídeoblog para assistir uma bela coreografia da Professora Yael Barcesat.

Por Marina Engler

terça-feira, 9 de março de 2010

Ásana



A magia do movimento

Que enleva o espírito num apelo à beleza,

Criando obras de arte corporal,

Gerando esculturas viventes,

Brotando umas das outras,

Encadeadas por um sutil fio de continuidade

E de harmonia indescritível


Foto tirada por Marina Engler enquanto atuava no YôgaPress.

Na foto, Sônia Saraiva, instrutora e Diretora da Unidade Rive-Gauche, em Paris, França.


Assim como o escultor,

Desbastando o bloco de pedra fria

Faz surgir a obra prima que em seu interior jazia,

Da mesma forma o yôgin se transfigura e deixa

Aflorar obra e artista na execução coreográfica dessa

Dança milenar.

Isso é ásana!

Tratado de Yôga, DeRose.