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segunda-feira, 24 de maio de 2010
BELEZA

sexta-feira, 9 de abril de 2010
Bauruenses levam performance à festival em São Paulo
domingo, 4 de abril de 2010
Shiva Natarája - decifrando a dança de Shiva
Na Índia, uma das variações mais conhecidas da dança de Shiva é a Nadanta, representada na figura acima. Para facilitar sua decifração, as “chaves” principais foram sumariamente escritas na escultura.
O tambor na mão direita confirma sua origem pré-ariana: os dravidianos são formidáveis com o tambor. Simbolicamente, o tambor, o damaru, é o som primordial. O Unmai Villakam, versículo 36, diz: “A criação vem do tambor...”. Será isso uma surpreendente intuição do big-bang da física moderna? A concordância é, pelo menos, perturbadora.
Com a mão direita, erguida em abhaya mudrá, Shiva diz: “Eu protejo”.
O fogo, que transforma e destrói, surge na mão que toca o aro em chamas. Afronta para os brâmanes, Shiva reúne em si três funções cósmicas: criação, proteção, dissolução. Para eles, Brahma cria, Vishnu protege e deixaram para Shiva o poder inglório de destruir!
Enfim, a mão que aponta para o pé esquerdo erguido libera aquele que penetra o mito, revelando-lhe a essência do cosmo.
O pé direito esmaga um anão maléfico, o demônio Muyalaka (Avidya), ou seja, o demônio da ignorância. O conjunto repousa num pedestal em forma de lótus.
Sua cabeleira reúne muitos símbolos. Joias ornamentam seus cabelos trançados, cujas mechas inferiores dão voltas, indicando a impetuosidade de sua dança, que mantém o universo. Outra fantástica intuição: no grão de areia, para mim insignificante e imóvel, os elétrons giram em torno de si mesmos (o spin), “valsando” ao redor do núcleo dos átomos a milhões de quilômetros por segundo. Se, no cosmo, de repente, todos os elétrons, assim como a energia cósmica parassem, o universo cairia de imediato no “nada dinâmico” (akásha) de onde proveio!
Uma serpente se enrosca em seus cabelos, sem lhe fazer mal.
O crânio é de Brahma! A ninfa diz que o Ganges brota de sua cabeça. Enfim, o crescente lunar. Sua cabeça é coroada com uma guirlanda de Cassia, planta sagrada. Em sua orelha direita, um brinco de homem, na esquerda, um de mulher, indicando que ele reúne em si os dois sexos.
Suas joias acentuam sua divindade: usa ricos colares no pescoço, seu cinto é coberto de joias preciosas, braceletes ornam seus pulsos, seus tornozelos, seus braços e leva anéis nos dedos e nos artelhos! Veste um calção de pele de tigre e uma faixa. Para afrontar os brâmanes, ele também usa o cordão sagrado.
Todo o conjunto transmite uma impressão de impetuosidade graciosa, leve e fácil: Shiva-Lila é um “jogo”! Apesar de sua dança desenfreada, o rosto de Shiva continua sereno. Na fronte, abre-se o terceiro olho, da intuição, que atravessa as aparências e transcende o sensorial.
Para quem sabe ver, principalmente, perceber a dança de Shiva, numa concisão comovente, revela o Supremo. Assim, Shiva é Natarája, o rei da Dança.
Texto retirado do livro Tantra: o culto da feminilidade, de André Van Lysebeth.
Coreografias do nosso Método, SwáSthya Yôga
quinta-feira, 18 de março de 2010
Expressão corporal - Coreografias no Yôga
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A coreografia é uma das principais características do SwáSthya Yôga é o resgate do conceito arcaico de sequências encadeadas sem repetição.
Consiste em execuções mais naturais e autênticas da origem do Yôga, identificando-se a Shiva Natarája, criador mitológico do Yôga e representado como o Rei dos bailarinos.
Esse conceito remonta ao Yôga antigo, do tempo em que o Homem adorava o Sol. O último rudimento dessa primitiva forma de execução é o Súrya Namakara, a famosa Saudação ao Sol.
Portanto, uma aula de SwáSthya, deve conter o ensinamento dessa arte de se expressar com o corpo de forma consciente o tempo todo e não somente na execução do ásana propriamente dito. Os movimentos de ligação entre eles têm tanta importância quanto à própria posição.
Nisso está a arte, a beleza, a força e a estética da prática do Yôga, que coloca a consciência como uma unidade.
Acesse meu vídeoblog para assistir uma bela coreografia da Professora Yael Barcesat.
Por Marina Engler
terça-feira, 9 de março de 2010
Ásana
Criando obras de arte corporal,
Gerando esculturas viventes,
Brotando umas das outras,
Encadeadas por um sutil fio de continuidade
E de harmonia indescritível
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Foto tirada por Marina Engler enquanto atuava no YôgaPress.
Na foto, Sônia Saraiva, instrutora e Diretora da Unidade Rive-Gauche, em Paris, França.
Assim como o escultor,
Desbastando o bloco de pedra fria
Faz surgir a obra prima que em seu interior jazia,
Da mesma forma o yôgin se transfigura e deixa
Aflorar obra e artista na execução coreográfica dessa
Dança milenar.
Isso é ásana!
Tratado de Yôga, DeRose.